75 Years of Esquire Style (24)


And Introducing . . . Ronald Reagan (November 1958)

"Ronald Reagan, upstaged by a Danish import: curled cashmere, crafted into an overcoat. . . . Keep an eye on the coat length."

75 Years of Esquire Style (23)


The Best Way to Travel: Pan Am (February 1958)

75 Years of Esquire Style (22)


The Breakthrough: Dacron (July 1957)

"There's no excuse for even having it pressed."

75 Years of Esquire Style (21)


The Detail: Knee Socks (July 1956)

"The shorts story is longer than ever before, in terms of style and fabrics. Ever since Esquire made the first break (in the March 1953 issue), the fashion has taken off and now is winning in a breeze."

75 Years of Esquire Style (20)


The Novelty: The Iridescent Dinner Jacket (February 1956)

"The iridescent splendor of the male peacock, simplified and enriched in silk shantung."

75 Years of Esquire Style (19)


The Excerpt (May 1952)

"Keep an eye on what she plans to wear for your appearances as a couple, and try to harmonize, if not in color, at least in spirit and in degree of formality, so that your united front is chic (for her) and smart (for you) and that there is no visible clash, even over the martinis."

75 Years of Esquire Style (18)


The Object of Desire: The Martini (January 1951)

"The best things in life begin at five, aided by a few olives, onions, or cherries."

75 Years of Esquire Style (17)


Damn Good Advice: How to Tuck a Handkerchief (October 1950)

75 Years of Esquire Style (16)


More Damn Good Advice: (September 1950)

"Nothing takes a beating and keeps coming back for more like a corduroy sport jacket."

Damn Good Advice (February 1949)

"A word to the wives is sufficient. And the word is NO. When you have serious shopping to do, leave the pretty things at home. They can call in a few harpies from the neighborhood, set up a Kaffee-klatsch, tear a few reputations to ribbons, and be as happy as birds."

75 Years of Esquire Style (14)


The Man of Distinction: Cary Grant (October 1946)

"Cary Grant, ever coming up with the unexpected in pictures (as witness his roles in films from Gunga Din to Notorious with Ingrid Bergman), leans to conservative dress in his private life."

75 Years of Esquire Style (13)


And Introducing . . . The Eisenhower Jacket (May 1945)

"One would assume with its strict regulations regarding uniforms that fashion would be entirely excluded from military dress. But it is not. . . . The battle jacket worn by General Eisenhower and others became not only regulation but even a standard for civilian sportswear."
Vou ser sincero: hoje estou um bocado ressacado. Nada de especial, especialmente porque ontem não bebi muito. O que me lixa são as horas de sono... E até dormi umas horas porreiras, a questão é a que horas dormi essas horas...
"Eu passava as tardes a ver aquela série de televisão onde há uma mulher que partilha o apartamento com um amigo gay, onde há um vizinho que também é gay e onde há uma amiga que tem a fama de beber muito, de tomar várias drogas e de ser algo excêntrica e devassa. Era com esta última personagem que eu me identificava mais e, deitado no sofá, a meio da tarde, com os estores corridos, sentia às vezes que ela falava directamente para mim, como se, entre sombras coloridas, apenas os seus olhos fossem reais.

Começava lentamente a desentristecer. O supervisor telefonava-me a perguntar se estava melhor da queda. Eu inventava pormenores longos e complicados. Pelo telefone, cheguei a ler-lhe parágrafos inteiros da enciclopédia médica que comprei em segunda mão na Feira do Relógio, fingindo repetir-lhe aquilo que o médico me dissera. Eu não conhecia nenhuma especialidade médica para o mal que me caíra em cima. Não podia vira-me para um lado, nem para o outro, nem podia dizer ao supervisor: «eu não vou trabalhar hoje porque - lembra-se daquela mulatinha que foi comigo ao jantar de Natal? - pois, essa era a pessoa de que eu falava quando dizia a minha namorada, e ela foi-se embora ontem, e levou tudo - excepto dois ou três pormenores que já recolhi e arrumei - e eu fiquei sem saber como levantar-me, vestir-me, caminhar pela rua». Caminhar pelos passeios ou atravessar as ruas parecia-me comparável a subir ao topo dos Himalaias, ou a qualquer outro feito que estereotipasse vontade e esforço bruto. Não podia dizer-lhe que era por essa fraqueza que não ia trabalhar. E não me imaginava a ser capaz de ficar durante quatro horas numa sala sem ninguém, sentado numa cadeira de madeira, em pose apenas para as câmaras de vigilância.

Mas não podia dizer-lhe nada disto. Mas esta era uma parte importante da minha realidade naqueles dias. Foi o motivo pelo qual, sem grande premeditação, inventei uma queda com todos os detalhes, «e rebolei para a borda do passeio e bati com o ombro», detalhes esses que o supervisor me obrigava a repetir cada vez que telefonava, com uma curiosidade inconveniente de fisioterapeuta amador.

Alheio a estas breves interrupções, eu sentia-me como um mártir romântico - o meu coração apertado por serpentes e atravessado por setas. Passei duas semanas assim. A minha barba tinha nódoas de iogurte, que duravam desde quando ainda havia iogurtes no frigorífico. Havia um exército de objectos alinhados em arco a partir do sofá: pratos, talhares, revistas, roupas, cinzeiros cheios (tinha voltado a fumar), sapatos e objectos vários que, num momento, acreditei que poderia utilizar para qualquer uma das coisas bizarras que a minha mente, em impulsos mais ou menos continuados, me ditava.

Na véspera do dia em que ela se foi embora, eu tinha pensado que já não aguentava durante mais tempo a nossa relação - detesto a palavra relação. Nessa véspera, enquanto trabalhava, eu tinha passado algum tempo (1 hora e 36 minutos, das 14 horas e 44 até às 16 horas e vinte minutos - relógio digital) a fantasiar acerca de qual poderia ser a melhor maneira de terminar a nossa relação (a tal palavra). No entanto, quando cheguei ao quarto dela e vi os armários vazios, e abri as gavetas vazias da cómoda, e soube que ela se tinha ido embora foi como -

Não sei descrever como foi, mas foi uma merda. Já tínhamos tido a discussão acerca da família dela, já tínhamos tido a discussão acerca da minha família, já tinhamos tido a discussão acerca de quem é que começou a levantar a voz, já tínhamos tido a discussão de duas ou três horas acerca de qualquer assunto que, no fim da discussão, nenhum de nós soube identificar e, mesmo assim, quando ela se foi embora começou uma depressão que durou cerca de duas semanas.

Para os telefonemas que recebia da Faculdade de Belas-Artes, tinha inventado como desculpa uma doença de pele. Em ocasiões, confundi a desculpa que dava ao supervisor (queda) com a desculpa que dava à senhora de voz estridente que me telefonava da secretaria da Faculdade (doença de pele), o que deu azo a divertidas confusões que seria agora fastidioso descrever.

Para quem se vai embora é sempre mais fácil. Pelo menos, muda de ares. Quem fica tem de respirar os resto de epiderme polvilhados sobre os móveis da casa. Neste caso, eu era essa pessoa de narinas abertas. Esse destino estava traçado desde o primeiro dia. Eu era o proprietário daquela casa de dois quartos no sossego de Alvalade, era proprietário das manhãs de pássaros e das vizinhas a estenderem roupas nas traseiras dos prédios. Eu era o proprietário daqueles cinquenta metros quadrados de chão, elevados à altura de um segundo andar, do lado esquerdo de quem estivesse virado de frente para a sua fachada. Eu e o meu pai tínhamos feito a escritura juntos havia pouco mais de três anos. Eu ficava em Alvalade. Eu não ia a lado nenhum.

Obviamente que tivemos várias discussões em que isso ficou bem claro. «Esta casa é minha». Não me orgulho disso. Agora, na memória, já não sei distinguir essas discussões daquelas em que discutíamos acerca de quem gastava mais dinheiro no supermercado, que evoluíam para discutirmos quem ganhava mais. O tempo apura a memória para aquilo que é essencial.

Mas, como disse, começava a desentristecer.

«Bora lá, man», disse eu, a falar comigo próprio, a encarnar uma personagem vaga do gueto, com os dedos melosos, com vontade de fazer chichi e com um mau hálito que eu próprio era capaz de cheirar. Foi como um despertar religioso. Mentalmente, imaginando-me um computador, ou um robot, ou qualquer coisa electrónica, defini prioridades:

1. Levantar-me

2. Lavar as mãos

3. Fazer chichi

4. Lavar as mãos

5. Lavar os dentes

6. Fazer a barba

Como qualquer máquina, não contava com os imponderáveis.

Assim que me levantei, a minha vontade de fazer chichi disparou para lá de todos os valores previsíveis, alterando a ordem que tinha imaginado e estabelecendo uma ordem nova, ditada pelas circunstâncias:

1. Levantar-me

2. Fazer chichi

3. Lavar as mãos e outras partes do corpo que, entretanto, também ficaram melosas.

4. Lavar os dentes

5. Fazer a barba

Enfim, fosse como fosse, mexi-me.

Nessa altura, eu era vigilante de um conhecido (mais ou menos) museu de Lisboa. Tinha meio horário. Talvez porque precisassem de 22 vigilantes e meio, talvez porque precisassem de 14 vigilantes e meio. Os números importavam pouco porque eu seria sempre esse meio. Durante quatro horas de 5 dias da semana, ficava sentado na confluência de duas salas do museu, vestido com um uniforme demasiado apertado, a fazer exercícios com o pescoço de hora a hora e a ter ideias - algumas das quais talvez me sinta tentado a reproduzir mais tarde.

Com alguma frequência era chamado pela Faculdade de Belas-Artes para pousar perante os alunos. Nunca tive problemas em mostrar o meu corpo, assim como nunca senti uma urgência inadiável de mostrá-lo. Por isso, tomava um duche nos dias em que ia pousar e, no centro da sala, pedia para aumentarem a temperatura do aquecedor antes de tirar o roupão. Para além disso, sentia-me com sorte quando as horas do convite para pousar não coincidiam com as horas em que devia estar no museu. Apesar de mal pago, esse era um contributo honesto para não ter de pedir demasiado dinheiro aos meus pais, ou pelo menos, para não depender exclusivamente desse dinheiro.

Ressuscitei numa segunda-feira, quase no fim de janeiro.

Telefonei ao meu amigo Costa que, por infelicidade, tinha ido fazer um retiro espiritual num acampamento de arqueologia no sul de Itália. Como é óbvio para quem o conhece, o Costa nunca chamaria retiro espiritual a esses dias passados na lama. Afinal o Costa ainda é de esquerda. No entanto toda a gente sabe, nem é preciso continuar a fingir-se mais, os acampamentos de arquelogia são uma actividade abraçada por algumas pessoas, politicamente situadas à esquerda, que precisam de se encontrar espiritualmente. (...)"

José Luís Peixoto, :-) e :-( in Hoje não

75 Years of Esquire Style (12)


The Detail: The Windsor Knot (April 1942)

"Requests still come to us for directions on how to tie the large knot tie, as worn by the Duke of Windsor, so the various stages are illustrated."

75 Years of Esquire Style (11)


The Dress Code: Patriotic (June 1942)

"When the War Production Board announced certain specifications of clothes containing wool men will wear in the Fall, they did more than achieve their objective of conserving materials. The details of jackets, trousers and outer coats are in line with the general trends already visible on fashion's horizon. Jackets are to be shorter . . . patch pockets are out . . . the required narrower trousers without cuffs conform to a good standard of dress . . . tailcoats, double breasted dinner jackets, and cutaway coats are no longer in production."

75 Years of Esquire Style (10)


The Excerpt (September 1942)

"'So it goes . . . here I came a tippin' and a toein' to give this pert little skirt a big twirl, only to be beaten to the drawing room by an infernal colonel!' We hope you collar the jive of this zany gentleman who tosses his midnight blue Homburg into the proverbial ring and is all set for an evening threesome. Tonight he feels hep to meeting up with Olive Drab (color), for he's wearing the new Freedom Blue, only a tone's throw away from the conventional navy blue. . . . 'Wait'll she gets a load of this Freedom Blue!' "

75 Years of Esquire Style (9)


Context-Free Headlines

The Wench Finds Amusement at College (May 1937)
The Wench Goes Down to See the Ships (May 1937)
Fashion Is a Fairy (April 1938)
On the Importance of Getting Stiff (October 1937)
Half of Men's Best Friends Are Bitches (May 1937)

75 Years of Esquire Style (8)


The Object of Desire (October 1937)

"The cigarette box is coming into fashion, and this one of plain gold is a fine example."

75 Years of Esquire Style (7)


The Detail: "The Proper Taper of a Trouser Leg" (May 1935)

"Note that the correctly cut trouser of today is widest through the thigh, a trifle narrower at the knee, and considerably narrower at the cuff."

75 Years of Esquire Style (6)


The Confession (October 1935)

"We hear pretty frequently that these pages devote insufficient attention to the wants of the average man. Readers keep writing in telling us they wouldn't care to be found dead in the too colorful outfits that we are prone to illustrate and describe. Stuck for an answer, we merely say that we wouldn't exactly enjoy it ourselves."

75 Years of Esquire Style (5)


The Innovation (April 1935)

"Brown, by the way, is a new color for trout-fishing boots, the notion being that they are much less readily discernible to the fish."

75 Years of Esquire Style (4)


The Man of Distinction: Esky (May 1934)

The mischievous mascot appears on all but one of the decade's seventy-three covers, a record unchallenged until George Clooney's run in the early twenty-first century.

75 Years of Esquire Style (3)


The Quick Tip (September 1934)

"Match your pants with a Checker cab."