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É preciso tentar ser feliz, nem que seja apenas para dar o exemplo.

Jacques Prévert (1900-1977)
Há que conhecer o mal para poder combatê-lo.

Jules Mazarin, O breviário dos políticos
Deves saber tudo e nada dizer, mostrando-te afável com todos e não confiando em ninguém.

Jules Mazarin, O breviário dos políticos
Deixa para os outros a glória e a fama. Interessa-te apenas pela realidade do poder.

Jules Mazarin, O breviário dos políticos
Quando estás empenhado em conseguir alguma coisa, que ninguém o descubra antes de a teres, efectivamente, conseguido.

Jules Mazarin, O breviário dos políticos
"Numa comunidade de interesses, é possível que um dos membros se torne demasiado poderoso."
Jules Mazarin, O breviário dos políticos

Nunca viajo sem o meu diário. É preciso ter sempre algo extraordinário para ler no comboio.

Oscar Wilde

A elegância distinta (...) é difícil de imitar, porque, no fundo, ela é negativa e pressupõe uma prática longa e constante. Pois a pessoa não deve, por exemplo, representar na sua atitude qualquer coisa que indique dignidade, já que dessa maneira se cai facilmente num carácter formal e orgulhoso; antes se deve, simplesmente, evitar o que é indigno, o que é vulgar; a pessoa nunca se deve esquecer, deve prestar sempre atenção a si e aos outros, não perdoar nada a si própria, não fazer aos outros nem de mais, nem de menos, não parecer comovida com nada, não se impressionar com nada, nunca se apressar demasiado, saber dominar-se em qualquer momento e, assim, manter um equilíbrio exterior, por muito forte que seja interiormente o temporal.

O homem nobre pode, em certos momentos, desleixar-se; o homem distinto nunca. Este é como um homem muito bem vestido: não se encostará em lado nenhum e toda a gente evitará roçar nele. Ele distingue-se dos outros e, todavia, não deve ficar sozinho; pois, tal como em todas as artes e, portanto, também nesta, o mais difícil deve, finalmente, ser executado com facilidade: por isso, a pessoa distinta, apesar de todo o isolamento, deve parecer sempre ligada a outrem; em parte alguma, deve mostrar-se rígida; em todo o lado deve ser polida e aparecer sempre como a primeira, sem nunca se impor como tal. Vê-se, por conseguinte, que, para parecer distinto, se tem de ser realmente distinto.


Johann Wolfgang von Goethe, Os Anos de Aprendizagem de Wilhelm Meister

"São precisos dois anos para aprender a falr e sessenta para aprender a calar"

Ernest Hemingway
"A lei tem dois e apenas dois fundamentos: a equidade e a utilidade"

Edmund Burke, Discurso de Bristol

"É um erro popular muito comum acreditar que aqueles que fazem mais barulho a lamentar-se a favor do público sejam os mais preocupados com o seu bem-estar.

Edmund Burke, The Present State of the Nations
Quem luta contra nós reforça os nossos nervos e aguça as nossas habilidades. O nosso antagonista é quem mais nos ajuda".


Edmund Burke, Reflections on the revolution in France
Tudo o que vale a pena ser feito merece e exige ser bem feito.

Philip Dormer Stanhope, 4th Earl of Chesterfield

Eu creio que, se nós vivêssemos a nossa vida em toda a sua plenitude, se nós dessemos forma a todos os sentimentos, realidade a todos os sonhos, o mundo ganharia um tal impulso de alegria, que esqueceriamos todas as doenças do medievalismo e regressaríamos ao ideal helénico, a alguma coisa mais bela, mais rica, talvez, do que o ideal helénico. Mas, entre nós, o homem mais afoito tem medo de si mesmo. A mutilação do selvagem tem a sua trágica sobrevivência na renúncia, que estraga as nossas vidas. Somos punidos pelas nossas recusas. Todo o impulso que nos afreimamos em estrangular vem acoitar-se-nos no espírito e envenena-nos. O corpo peca uma vez, e aí termina o seu pecado, pois a acção é um modo de purificação. Nada mais resta então do que a lembrança dum prazer ou o luxo de um pesar. O único modo de a gente se libertar de uma tentação é ceder-lhe. Se lhe resistimos, a alma adoece-nos com o anseio das coisas que ela a si mesma se proibiu, com o desejo daquilo que as suas leis monstruosas tornaram monstruoso e ilícito. Alguém disse que os grandes acontecimentos do mundo se passam dentro do cérebro. É no cérebro, e somente no cérebro, que se cometeram também os grandes pecados do mundo."


Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray

O filme é bom quando o dinheiro que pagámos pelo jantar, pelo bilhete e pela babysitter valeu a pena.

Alfred Hitchcock

Como toda a gente, só disponho de três meios para avaliar a existência humana: o estudo de nós próprios, o mais difícil e o mais perigoso, mas também o mais fecundo dos métodos; a observação dos homens, que na maior parte dos casos fazem tudo para nos esconder os seus segredos ou para nos convencer de que os têm; os livros, com os erros particulares de perspectiva que nascem entre as suas linhas. Li quase tudo quanto os nossos historiadores, os nossos poetas e mesmo os nossos narradores escreveram, apesar de estes últimos serem considerados frívolos, e devo-lhes talvez mais informações do que as que recebi das situações bastante variadas da minha própria vida. A palavra escrita ensinou-me a escutar a voz humana, assim como as grandes atitudes imóveis das estátuas me ensinaram a apreciar os gestos. Em contrapartida, e posteriormente, a vida fez-me compreender os livros.

Mas estes mentem, mesmo os mais sinceros. Os menos hábeis, por falta de palavras e de frases onde possam abrangê-la, traçam da vida uma imagem trivial e pobre; alguns, como Lucano, tornam-na mais pesada e obstruída com uma solenidade que ela não tem. Outros, pelo contrário, como Petrónio, aligeiram-na, fazem dela uma bola saltitante e vazia, fácil de receber e de atirar num universo sem peso. Os poetas transportam-nos a um mundo mais vasto ou mais belo, mais ardente ou mais doce que este que nos é dado, por isso mesmo diferente e praticamente quase inabitável. Os filósofos, para poderem estudar a realidade pura, submetem-na quase às mesmas transformações a que o fogo ou o pilão submetem os corpos: coisa alguma de um ser ou de um facto, tal como nós o conhecemos, parece subsistir nesses cristais ou nessas cinzas. Os historiadores apresentam-nos, do passado, sistemas excessivamente completos, séries de causas e efeitos exactos e claros de mais para terem sido alguma vez inteiramente verdadeiros; dispõem de novo esta dócil matéria morta, e eu sei que Alexandre escapará sempre mesmo a Plutarco. Os narradores, os autores de fábulas milésias, não fazem mais, como os carniceiros, que pendurar no açougue pequenos bocados de carne apreciados pelas moscas. Adaptar-me-ia muito mal a um mundo sem livros; mas a realidade não está lá, porque eles a não contêm inteira.
Quem tem por que viver, aguenta qualquer como

Friedrich Nietzsche

- É verdade ser assim tão má a sua influência, Lord Henry?

- Influência boa é coisa que não existe, Sr. Gray. Toda a influência é imoral, imoral sob o ponto de vista científico.

- Porquê?

- Porque exercer influência sobre um homem qualquer é dar-lhe a nossa própria alma. Ele não pensa com o seu próprio pensamento, nem arde com as suas paixões naturais. As suas virtudes não são para ele reais. Os seus pecados, se é que há pecados, são emprestados. Torna-se eco de música alheia, actor de um papel que não foi escrito para ele. O objectivo da vida é o desenvolvimento da própria personalidade. Realizar perfeitamente a nossa natureza - eis para o que nós estamos neste mundo. Hoje todos têm medo de si próprios. Todos esquecem o mais alto de todos os deveres, o dever que cada um de nós tem para consigo mesmo.

Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray
Com uma casaca e um laço branco, disse-me você um dia, qualquer, até um corrector da Bolsa, pode adquirir reputação de civilizado.

Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray

Amo o segredo. Parece-me ser a única coisa que nos pode tornar a vida moderna misteriosa ou maravilhosa. Só com o ocultá-la tornamos deliciosa a coisa mais banal.

Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray