Mostrar mensagens com a etiqueta Anthony Burgess. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Anthony Burgess. Mostrar todas as mensagens

Alex, o "humilde narrador" deste romance, é o produto de uma civilização em que a violência se transformou num hábito, numa parte integrante da sociedade.

Os adolescentes que, como Alex, cresceram rodeados por essa violência, juntam-se em grupos e aterrorizam uma Londres do futuro, atacando os seus cidadãos ao acaso, roubando e violando, ou brigando entre si. Um dia, Alex é traído pelos seus "drucos" e preso pelos "milicens".


Na prisão, Alex vê-se confrontado com um tipo de violência diferente, uma violência institucionalizada, legalizada e torna-se objecto de um "tratamento" que o condiciona a repudiar qualquer tipo de violência.

Escrito em "nadescente", a líingua que Burgess inventou para as suas personagens, A Laranja Mecânica é um livro sobre o livre arbítrio. Burgess apresenta aos leitores um dilema central da existência humana:

"O que define um homem bom? É bom o homem que escolhe o bem ou aquele a quem o bem é imposto? Não será o homem que escolhe o mal de alguma forma melhor do que aquele que faz o bem porque não tem escolha?"


Em 1971, A Laranja Mecânica foi levado ao cinema pelo realizador Stanley Kubrick, numa adaptaçao que não esteve isenta de controvérsia.

O seu lançamento no Reino Unido causou tantos problemas que o próprio realizador resolveu tirar o filme do mercado britânico, onde permaneceu fora das salas até à morte de Kubrick, em 1999.
Anthony Burgess, nasceu em Manchester em 1917, e morreu em Londres em 1993.

Dotado ensaísta, linguista, tradutor e músico, e tendo também escrito várias obras sob os pseudónimos John Burgess Wilson e Joseph Kell, Burgess ficou, contudo, mais conhecido pelo romance A Laranja Mecânica.

Depois de servir no exército britânico durante a Segunda Guerra Mundial, tornou-se professor e oficial de educação, exercendo primeiro em Inglaterra (1950-54), depois no Bornéu e na Malásia (1954-59), palco do romance Time for a Tiger (1956), o primeiro que publicou. Em 1959, foi-lhe diagnosticado um tumor inoperável no cérebro e pouco tempo de vida. Burgess voltou então a Inglaterra, onde se dedicou à escrita a tempo inteiro, acabando por sobreviver várias décadas ao prognóstico.

Escritor prolífero, as suas obras incluem os romances The Right to an Answer (1960), Enderby Outside (1968), e MF (1971); obras não-ficcionais, como Shakespeare (1970), estudos críticos de literatura (Flame into Being: The life and Work of D. H. Lawrence, 1985) e ensaios políticos e linguísticos.

O primeiro volume da sua autobiografia, Little Wilson and Big God, foi publicado em 1987.